O Rinoceronte Voador


A Poesia Metafísica de John Donne


A poesia metafísica inglesa, termo cunhado em 1781 por Samuel Johnson no livro The Lives of the Poets, produto da cultura barroca do século XVI, teve John Donne, George Herbert, Andrew Marvell e George Chapman como seus maiores expoentes. Submersos na práxis poética do terreno especulativo, esses poetas destacaram-se principalmente pelas sofisticadas reflexões sobre o tempo, a morte e o amor, tendo em comum o apelo ao racional, ao rigor e enérgico uso de imagens metafóricas. O vídeo acima, dividido em quatro partes, dedica-se a explorar a obra de John Donne.

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Um Pouco das Últimas Leituras

Como o mestre Ezra Pound escreveu no seu ABC da Literatura (numa tradução conjunta do poeta Augusto de Campos e José Paulo Paes), “vivemos numa era de ciência e abundância. O amor e a reverência pelos livros como tais, próprios de uma época em que nenhum livro era duplicado até que alguém se desse ao trabalho de copiá-lo a mão, não respondem mais, obviamente, ‘às necessidades da sociedade’ ou à preservação do saber. Precisa-se com urgência de uma boa poda, se é que o Jardim das Musas pretende continuar a ser um jardim”.

Indo além do seu paideuma — na teoria poundiana paideuma significa “a organização do conhecimento de modo que o próximo homem (ou geração) possa achar, o mais rapidamente possível, a parte viva dele e gastar um mínimo de itens obsoletos” —, que reúne canonicamente poetas como Homero, Safo, Ovídio, Guillaume de Poictiers, Bertran de Born, Guido Cavalcanti, John Donne, Rimbaud, Shakespeare, Jules Laforge e o irreverente e ácido Lord Rochester, estou a me concentrar na leitura dos poetas ingleses; e cada vez mais não consigo compreender a razão de se ler romances.

De Percy Shelley e Lorde Byron, cujas obras completas há muito me acompanham, pus-me a lê-los na tradução de Péricles Eugênio da Silva Ramos. O mais curioso de se observar ao ler Ode Ao Vento Oeste e Outros Poemas e Poemas de Lorde Byron é que elas demonstram curiosa tendência na literatura brasileira, qual seja, a formação de grande parte dos nossos poetas deu-se, no que se relaciona à literatura estrangeira, muito mais através de traduções do que pela leitura das obras em seus idiomas nativos.

Óbvio que existem exceções, principalmente no que tange à literatura francesa, bastando para tanto ver que Carlos Drummond de Andrade e Manoel Bandeira traduziram fartamente autores da língua das Canções de Rolando. Mas no caso de autores ingleses, como T. S. Elliot, Ezra Pound, Whitman e John Donne, suas influências se deram inicial e majoritariamente por versões traduzidas. Se por um lado essa constatação pode apresentar-se negativa, por outra perspectiva ela provocou a aparição de diversos tradutores de excelência como Paulo Henriques Britto e Ivo Barroso.

Quanto aos aspectos teóricos, Augusto de Campos e Haroldo de Campos, incorporando elementos provenientes de Ezra Pound, contribuíram enormemente para o avanço dessa arte. Guilherme de Almeida, poeta multifacetado e memorialista de escol, também auxiliou nesse processo ao introduzir autores franceses provençais desconhecidos do público brasileiro por meio do livro Poetas de França, em acurada edição bilíngue. Como transcriador, suas versões da poética renascentista francesa são um dos pontos mais elevados de seu trabalho literário.

Porém, alguns poetas ainda não nos são totalmente conhecidos, como Rupert Brooke, Wilfred Owen e Robert Frost. Esse último foi apresentado ao público pelo filme Sociedade dos Poetas Mortos, onde o revolucionário professor John Keating citava-o deliberadamente. Mas aqui os dois primeiros permanecem sob o véu da obscuridade. Ingleses, ambos combateram na I Guerra Mundial. Wilfred Owen, diferentemente de Rupert Brooke, morreu tragicamente em combate uma semana antes do armistício. Não poucos poetas foram para as trincheiras nos anos de 1914-1918 — e lá ficaram.

Oriundos em sua maior parte da Inglaterra, esses poetas imprimiram outros contrastes à narração que de praxe se faziam aos barbarismos que lá aconteciam. Ora apelando ao nacionalismo (como faz frequentemente Wilfred Owen), ora questionando às razões da guerra (Rupert Brook), esses poetas marcaram profundamente a estética literária do século XX. Não custa lembrar que Guillaume Apollinaire e Henri Barbusse, ambos vanguardistas em França, também caminharam entre buracos de trincheiras. Nessa época, como lembrou o Isaac Rosenberg no seu poema Returning, We Hear The Larks (de 1917), “a morte caia do breu tão facilmente como uma canção”.

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Tradução de um Poema de Lorde Byron

On This Day I Complete My Thirty-Sixth Year, por Péricles E. S. Ramos.

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Biografia de John Keats (1795 - 1821)

No curso historiográfico da literatura inglesa, a segunda geração dos poetas românticos compôs-se pela seguinte tríade: Percy Shelley, Lorde Byron e John Keats. Antecedidos pelos Lake Poets (literalmente, “Poetas do Lago”), quais sejam, William Wordsworth, Coleridge e Robert Southey, o grupo da segunda geração marcou-se primordialmente (se bem que isso não pode ser assumido em caráter absoluto) pelo fato de resgatar as origens populares do folclore nativo e as memórias ancestrais inglesas.

Contudo, negando o fato de que toda tradição pressupõe alguma predisposição de respeito para com o passado, vale lembrar que Robert Southey foi inimigo de Byron, haja ele vista ter escrito injustas e severas críticas ao seu livro de estréia Hours of Idleness (publicado em 1807) na revista Edinburgh Rewiew. Porém, dois anos depois, Byron responderia à provocação com a famosa e longa sátira English Bards and Scotch Reviewers. No caso de John Keats, considerado o último romântico e um dos maiores poetas de língua inglesa, na sua poesia pode-se notar o claro apelo ao geist que da natureza provém.

Em fartos exemplos, ora recorrendo ao medievalismo inglês, ora indo ao universo da Grécia Antiga e dos mitos de inspiração grega, percebe-se que sua escrita não está submersa num universo enclausurado pelos seus próprios limites. Lembrando Fernando Pessoa, a quem “tudo interessa e nada prende”, o escritor inglês parece assumir a liberdade poética como moto. Como escreveu Percy Shelley na elegia Adonais, em memória ao falecimento de seu amigo, “till the Future dares / Forget the Past, his fate and fame shall be / An echo and a light unto eternity!”

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Poemas de Lord Byron


Citado por Péricles Eugênio da Silva Ramos na tradução Poemas de Lord Byron, o crítico L. A. Marchand caracterizou esse poeta como tendo sido “uma figura colorida cuja poesia e personalidade capturaram a imaginação da Europa. Seu nome tornou-se um símbolo da mais profunda melancolia romântica. (...) Renomado como o ‘goomy egoist’ (egoísta melancólico) durante a maior parte do século XIX, ele é agora mais geralmente estimado pelo realismo satírico de seu Don Juan e pelo espírito faceto de suas cartas”.
E é interessante que ler Byron hoje, quase dois séculos depois do seu falecimento (ele morreu em Grécia no ano de 1824), faz-nos constatar a atualidade de sua poesia. Se no Brasil ele foi outrora chamado de “poeta-século”, hoje poderia bem ser identificado como “poeta-milênio”. No ano de 1974, num estudo de erudição, Onédia Célia de Carvalho Barboza analisou a longa lista de poetas influenciados pelo bardo londrino. Em Byron no Brasil: Traduções, ela parte do referencial inglês para fazer confrontações entre os românticos brasileiros, onde paralelos significativos entre a tradição brasileira e inglesa são traçados.
Mesmo que existam algumas divergências métricas essenciais entre essas duas poéticas, a influência é inquestionável. No caso do byronismo brasileiro, centralizado primordialmente na Faculdade de Direito do Largo São Francisco em São Paulo, tendo como expoente Álvares de Azevedo, sua faceta preponderante definiu-se pela postura pessimista e melancólica. Felizmente, essa marca não caracteriza toda obra do Lorde inglês. Basta ler Manfred para perceber que a ironia e o cinismo preponderam. Talvez sejam essas, afinal, as maiores contribuições de Byron: levar à literatura as hipocrisias sociais e delas propor renovações.
Nesse sentido Percy Shelley foi mestre. Se for verdade, como observou George Sand (citada por Benita Eisler na biografia Byron: Child of passion, fool of fame), que “a sombra de Byron é o espírito romântico do século”, inquestionável é dizer que raras vezes um homem balançou a imobilidade conservadora do mundo como ele o fez. Como fica-nos claro os dois últimos versos do poema To Inez, “Sorri! Não sofras risco em desvendar / O coração de um homem: dentro é o Inferno” (“Smile on — nor venture to unmask / Man’s heart, and view the Hell that’s there”).
:: The works of Lord Byron (complete in one volume).

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The Road Not Taken

Ao lado de Allen Ginsberg, Carl Sandburg e Walt Whitman, Robert Frost faz parte de uma tradição poética mais cerebral, acadêmica. Nem por isso, contudo, sua poesia deixou-se desligar daquilo que é a “vida oculta à tona da mente”, para utilizar uma expressão de D. H. Lawrence. Dessa maneira, em alguns dos seus poemas mais famosos ele seguiu a mesma harmonia que privilegiou a ideia do homem on the road (sendo Jack London e Jack Kerouac os epítomes dessa postura). Nesse caso, o poema The Road Not Taken apresenta-se como notável defesa da vida autossuficiente.

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"Quadros de Uma Exposição" | M. Mussorgsky

Em termos musicais, até o advento do romantismo a Rússia vivia entre séria fratura. De um lado, a cultura musical da corte, europeizada com moldes franceses; no outro extremo, o povo, imerso na atmosfera advinda primordialmente dos cantos religiosos e populares. Um famoso publicista do século XX, citado por Jean e Brigitte Massin na monumental História da Música Ocidental, escreveu assim: “conheci inúmeros príncipes que não saberiam escrever duas linhas em russo”. Consequentemente, ecos podiam ser ouvidos na ópera.

Por exemplo, todas as óperas russas eram cópias do que na Itália e França eram produzidas. Cimarosa, Paisello e Boieldieu eram os modelos. Nas bibliotecas particulares da nobreza afloravam livros de J.J. Rousseau, Montesquieu e Voltaire. Somente com Puchkin e Gogol esse estado começa a ser revertido. Na música, o grande responsável pela inserção do caráter russo na musicalidade erudita foi Glinka. A partir dele começaram a ser tecidas algumas manifestações preocupadas com o resgate da identidade nacional: criaram-se conservatórios, o folclore passa a ser valorado na devida grandeza, atenuam-se as influências estrangeiras e o ritmo sofre notáveis transformações.

Nesse momento Glinka oferece aquela que é tida pelos críticos como a primeira ópera russa: A vida pelo Czar. Em pouco tempo a literatura renasce sem as pesadas influências estrangeiras. É o tempo de Dostoievski, Tolstoi, Turgueniev. Em pouco tempo é extinta a detestável instituição conhecida como servidão. Na capital, no ano de 1863, um grupo de treze alunos dissidentes da Escola de Belas Artes cria a Sociedade de Exposições Ambulantes, tendo por objetivo aproximar as artes plásticas para o povo, sua real influência estética.

É dentro desse contexto de otimismo e nacionalismo que surge o Grupo dos Cinco. Podendo ser traduzido como Poderoso Monte, ele foi integrado por Mili Balakirev, César Cui, Modest Mussorgsky, Nicolai Rimsky-Korsakov e Aleksander Borodin. Na suíte Quadros de Uma Exposição, composta por Mossorgsky (no player abaixo interpretada por Evgeny Kissin), pode-se notar a rica liberdade estética que materializa-se na fusão entre o intérprete e o teclado, “tratado antes como uma orquestra do que como um instrumento de virtuosismo”.

Anos depois o músico francês Maurice Ravel haveria de transliterar Quadros de Uma Exposição para orquestra. Porém, ali se ouve Ravel, e não Mossorgsky. Somente Debussy e Stravinsky conseguiram (mais tarde, porém) conferir semelhante autenticidade às inovações radicais trazidas pelo músico russo. A sua liberdade despendida quanto ao uso de formas tônicas não-convencionais, além de ter influenciado a composição do século XX, foi capaz de dotar com novos referenciais as leis harmônicas até então absolutizadas pelos tratados e autoridades musicais.

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Tempos Para o Idealismo Consciente

A identificação dos processos históricos pela juventude que levaram à construção de um ethos próprio na regência do espaço público — processos esses ligados a uma nova política, economia e estruturação familiar — coincide tanto com a imposição de um modo de produção caracterizado pela ética de mercado como pela determinação de valores éticos decorrentes dessa mesma organização social. Assim, negando-se a fazerem parte de um sistema cuja eficiência pautava-se pelo fortalecimento das relações alienadas entre seres humanos, os jovens não viram alternativa outra que não excluírem-se desse organismo.
Nesse sentido, o nascimento do movimento Beat nos EUA, a rejeição pacifista contra as agressões militares sobre as nações orientais, a ascensão dos hippies, os provos em Amsterdã, indo culminarem nas rebeliões promovidas em Berkeley (com a participação do poeta Allen Ginsberg) ou na Paris de Daniel Cohn-Bendit nos idos de 1960, além de representarem a insatisfação contra uma suposta marcha incontornável da história, fizeram demonstrar como o poder da comunicação de massa pode servir para o repensar desses juízos estabelecidos na mais duvidosa certeza.
Como disse uma vez Herbert Marcuse, “as pessoas (...) são forçadas a desgastar toda a vida adulta em um trabalho alienante, mesmo quando a sociedade dispõe de todos os recursos necessários à eliminação de tal caráter alienador”. Dessa maneira, tendo em conta a afirmação de que se “de 1960 a 1990 foram trinta anos de gerações ativistas, contestatórias, revolucionárias, incorrigíveis, idealistas — gerações que não aceitaram as normas do hoje e procuraram fazer melhor pelo amanhã”, nada há de impedir nos dias atuais o reavivamento desse que é o direito humano mais fundacional: a insatisfação.

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Para se Ler no Calor da Gratuidade



O tempo constrói-se enquanto momento — mas, não raras vezes, o gênero humano dele foge quando esse confronto o inabilita para o comodismo. Como escreveu T. S. Eliot nos versos finais de Burt Norton, o primeiro poema dos Quatro Quartetos, “o tempo passado e o tempo futuro / o que poderia ter sido e o que tem sido / apontam para um alvo, que é sempre presente”. A isso me pus a pensar ao ler a biografia de Lord Byron, da Benita Eisler. É sempre difícil escrevermos sobre quem admiramos; principalmente quando sobre nosso leito a imagem desse poeta insurreto sobrevive.
A literatura inglesa, mais que a francesa, é aquela para onde minhas simpatia e afinidade recaem majoritariamente. Entretanto, é muito difícil compararmos literatura em bloco. Afinal, literatura é uma só: a boa. Por exemplo, considero Cruz e Souza maior poeta que Paul Verlaine. Acho também que se Castro Alves tivesse vivido alguns anos mais, estaria ao lado de um Wordsworth e Coleridge. Comparando a produção dos dois ingleses quando na idade do poeta baiano (sabendo que ele morreu com 24 anos), o torneio defini-se por margens bem pequenas.
Existem poetas ucranianos, russos, suecos e japoneses de elevadíssima estatura que o ocidente conhece muito pouco. Traduções ajudam, mas não tenho certeza de que servem para integrar o leitor à obra. Poesia tem algo de superior à prosa por uma questão que se sobreleva além da mera linguagem. A tradução faz perder um pouco dessa aura. Lendo Poemas, de Erik Axel Karlfeldt, premiado com o Nobel do ano de 1931, pode-se sentir a pulsação dos rios, dos lagos, toda a vida represada em cada pontuação. Mas não se compara, por incrível que pareça, à audição que se faz desse mesmo poema.
Como não leio em sueco, comprova-se que pode não entender uma obra em sua língua nativa, mas pode-se intuir o que dela manifesta-se. Isso é transcendência. Jorge Luis Borges, por sua vez, não nos decepciona como poeta. Gênios nunca nos são ingratos. Avesso às vanguardas europeias, em seu livro Poemas ele reconstrói sua Buenos Aires, os pampas e as tradições argentinas que marcaram indelevelmente sua infância e mocidade. Reunindo os livros Fervor de Buenos Aires (1923), Lua Defronte (1925) e Caderno San Martin (1929), Poemas recria uma atmosfera tão fantástica e acolhedora como nas suas maiores obras, Ficções e O Aleph.

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Bachiana nº. 4, de Heitor Villa-Lobos

Quando, na década de 1920, Graça Aranha veio a lume apresentar seus propósitos estéticos inovadores, os modernistas brasileiros já haviam preparado um programa semelhante. Como ressalta Vasco Mariz na sua História da Música no Brasil, eles haviam-no centrado, basicamente, em três pilares: “direito permanente à pesquisa estética, a atualização da inteligência artística brasileira e a estabilização de uma consciência criadora nacional”. Como consequência, haveria de existir o banimento de tudo o que recorresse aos pastiches europeus.

Curiosamente, no primeiro volume da revista modernista Klaxon, porta-voz do movimento moderno, foi-se publicado um poema e uma crônica de autores franceses, na própria língua materna: L. Charles-Boudouin, com o poema A toi qui que tu soins, e Roger Avermate, com a crônica Las tendances actualles de la peinture. Essas publicações, contudo, não servem para orientar interpretações no sentido de que a revista estava a prender-se na herança clássica, notadamente francesa, pois ambos os autores eram distribuidores da Klaxon na Suíça e Bélgica. Como ficou registrado na primeira página da revista (seção Esthetica), ela foi internacionalista, preocupada com a “grande lei da novidade”.

Por exemplo, no vídeo acima podemos ver uma das grandes obras produzidas pelo Modernismo Brasileiro: a Bachiana nº. 4, de Heitor Villa-Lobos. Composta no ano de 1930 para piano, ou seja, oito anos após a Semana de Arte Moderna, ela faz parte de um ciclo de nove obras. Estranhamente, ela estrou em palcos nacionais somente em 1939. Com arranjos do próprio compositor (feitos em 1942), a versão aqui apresentada é a orquestral, compreendendo apenas o prelúdio.

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